sexta-feira, 24 de abril de 2009

o futuro do jornal impresso


Internet, televisão, e-paper, youtube, twitter, ...
Com todas essas novas tecnologias (e muitas mais), será que o impresso sobrevive? Como já deixei claro, tenho minha quedinha pelo bom e velho jornal impresso, em papel daqueles especiais pra isso, que solta um pouquinho de tinta e deixa as pontas dos dedos com cara de quem acabou de ler as notícias, o horóscopo, o resumo da novela, as tirinhas ou seja lá o que for! "E até quem me vê lendo jornal na fila do pão.." dizem Los Hermanos na letra de Último Romance, certíssimos. Vai dizer que jornal não combina com café da manhã? Café da tarde? Não é a mesma coisa que tomar café na frente de um computador! Ou é?
E por aí seguiu a aula de discussão sobre o futuro do jornal impresso perante todas as novas tecnologias. Falou-se bastante sobre ler o jornal impresso ser uma questão cultural, um hábito desenvolvido entre as pessoas. Foram citadas vantagens e desvantagens, apareceu gente que prefere e gente que não consegue de jeito nenhum ler no computador, gente que acha que o jornal já seleciona o que é mais importante e gente que acha que na web cada um consegue selecionar melhor o que é mais importante para si.
Concluímos que o jornal impresso, para sobreviver, deve sempre estar buscando algum tipo de modernização, algum modo de se diferenciar. Surgiu a idéia de que talvez esse tipo de meio devesse buscar realizar matérias mais longas, detalhadas, específicas. Continuaria ele sendo, dessa forma, um jornal diário, de notícias?
Entrou também em discussão a questão de o impresso ser (não ser, na verdade) ecologicamente correto. Aí o Pellanda apresentou pra turma o E-paper. Houve os que, como eu, mostraram certa resistência, preferência pelo folhear páginas de um bom livro (ou um bom jornal) com todos os seus caracteres impressos em papel. No entanto, houve quem se mostrasse maravilhado com a novidade e disposto a, se possível, adquirir um o mais breve possível. O aparelho deve se popularizar com o passar do tempo e ser visto com cada vez mais frequencia nas mãos de pessoas que têm o hábito da leitura. Claro que os e-papers, como a maioria das novas tecnologias, têm diversas vantagens, mas não acho que eu vá trocar os livros e os jornais por eles, a não ser que não haja opção. Espero que haja.


CLIQUE AQUI e assista aos vídeos "O fim do jornal impresso" + "A história do jornal impresso".
Vale a pena!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

jornal impresso, mon amour.

Começa o módulo impresso, pra minha felicidade! O Pellanda e o Mércio falaram sobre o ciclo diário de um jornal impresso: pela manhã, em torno das 8h, há uma reunião onde são decididas pautas, etc. Os jornalistas, então, saem as ruas a fim de cobri-las, conseguir matérias, apurar informações e voltam para a redação, onde há uma segunda reunião (no meio da tarde). Trabalha-se em cima de tudo o que se conseguiu e fecha-se a primeira edição por volta da meia-noite. Essa primeira edição é distribuída principalmente fora do estado e para cidades do interior. A segunda edição, que tem seu fechamento por volta das 2h da manhã, é distribuída na região metropolitana. Ah, a primeira e a segunda edição não são iguais! (Tá, eu não sabia hehe). Ficamos sabendo também que há um gate keeper, alguém que faz a análise e a escolha do que vai ser publicado (há mais acontecimentos do que o espaço físico de um jornal permite publicar, então é necessária essa seleção). Achei tudo lindo, óbvio, e tive um daqueles momentos em que tu pensa "ah, tô mesmo no curso certo"! Fiquei pensando em como seria bom trabalhar num jornal e logo os professores anunciaram que a gente já ia começar a produção de um. Nos dividimos em editorias de opinião, política, economia, esporte, cultura, geral, mundo e polícia e pudemos escolher os temas das matérias. Fiquei dividida entre política, economia e cultura. Acabei ficando em economia.


Curiosidade:
* O Canadá detém 80% da produção mundial de papel de jornal (80%!!)